sexta-feira, 16 de maio de 2008
Dêem á César o que é de sócrates
Loc 1:Começando a série sobre religião e política ,O quadro almanaque fala de Fundamentalismo religioso e Praticas políticas. Veremos como religião e governo se relacionaram na história, falaremos sobre o Fundamentalismo religioso, vamos observar alguns exemplos de culturas fundamentalistas atuais e históricas.
Loc 2:Vamos ver como é a vida nos Estados em que a religião tem influência direta nas decisões do governo .Para concluir, discutiremos o aumento dos candidatos religiosos nas eleições nacionais.
Loc 1: A relação entre religião e política é muito complexa. Nem sempre os dois conceitos estiveram separados. Nas primeiras sociedades, em geral, o chefe de Estado era também um representante religioso.
Loc 2: Existem muitos exemplos de civilizações que o chefe do estado era visto como uma divindade. O faraó egípcio e o imperador romano são exemplos de líderes que exerciam as duas funções. O grande poder que possuíam permitia conter qualquer forma de contestação.
Loc 1:No Egito, muitos morreram na construção de templos em homenagem aos Faraós, que eram admirados por seu povo como deuses. As famosas piramides teriam curtado a vida de muitos egípcios.
Loc 2:Durante o Império Romano, os chefes de estado eram venerados pela população. Como eram superiores do exército, usavam a força para conter qualquer ameaça rebelde. Para evitar que o povo ficasse contra suas leis, os imperadores adotavam medidas populistas para desviar a atenção da população romana de suas crises.
Loc 1:Essa estratégia ficou conhecidas como política do pão e circo. Baseava se realização de eventos como os duelos de gladiadores e banquetes, para que o povo se alegrasse, deixando de se importar com as regras que eram impostas.
Loc 2: É muito delicado conferir a uma só autoridade tanto poder. O Estado fica a mercê das vontades de um líder que controla a economia, o exército e as leis com a prerrogativa da divina inspiração. A fé surge como mecanismo de defesa, sobretudo nos lugares onde a opressão é mais cruel.
Loc 1: Como o representante do Estado era também o chefe religioso, usava dessa condição pra justificar suas regras. Assim, o líder manipula a população e recebe seu apoio.
Loc 2: Muitas vezes, o povo oprimido se devota a religião integralmente. Algumas pessoas se apegam as crenças de forma tão radical que se tornam intolerantes a opiniões ou comportamentos que não confirmem o padrão que a crença estabelece.
Loc 1: Essa forma extremista de alienação, de condenar aquilo que não pertence ao código religioso recebe o nome de fundamentalismo ou fanatismo religioso.
Loc 2: É comum referir-se ao oriente médio sempre que se fala em fanatismo. A região é palco de conflitos entre muçulmanos xiitas e sunitas e disputas territoriais entre a comunidade muçulmana e o Estado de Israel. Existem muitos problemas naquela área e a religião é o fio condutor dos conflitos.
Loc 1: Apesar do preconceito já ter se estabelecido, é muito injusto generalizar muçulmanos ou judeus como fundamentalistas. Até por que, a maior religião ocidental tem sua história marcada por abusos cometidos por seus representantes.
Loc 2:O Cristianismo teve grandes problemas com o fundamentalismo no passado. Quando a doutrina surgiu, seus fiéis eram perseguidos pelos Romanos. O imperador enviava os cristãos aos leões porque acreditava que a religião negava a condição divina de seu cargo.
Loc 1: Curioso pensar que o Catolicismo que foi oprimido por Roma veio a se tornar religião oficial do Império. Triste perceber que muitos morreram defendendo sua fé em um credo que mais tarde viria a eliminar seus opositores da mesma forma.
Loc 2:durante a idade média, o catolicismo coordenou o pensamento do mundo. Censurou livros que poderiam negar o que a religião afirmava, forçou a conversão a fé católica por meio de pressões e torturas, excomungava os hereges e queimava em praça pública ,oçasacusadas de bruxaria.
Loc 1: Hereges eram aqueles que questionavam doutrina católica. o Termo vem de Heresia e, ironicamente, quer dizer escolha. Muitos foram executados pela igreja Católica medieval por acreditarem em outras religiões.
Loc 2: O fundamentalismo é bastante recorrente na história da igreja católica, como vítima dele ou, principalmente,como praticante. Uma desculpa para o fanatismo muito usada foi o medo do estrangeiro. Esse argumento permitiu muitas Cruzadas ocorressem.
Loc 1: A intenção das cruzadas era combater a ameaça islâmica. Muitas excursões com a proposta de retirar Jerusalém do domínio islã foram realizadas. Na disputa pela Terra Santa morreram muitos cristãos e muçulmanos sem que alguém pudesse dizer que saiu vitorioso.
Loc 2: O Islã tem várias divisões, sunismo e xiismo são os principais. Um país sob um regime sunita é a Arábia Saudita. As leis Sauditas são um código completo de comportamento, que tratam de atividades públicas e privadas. O rei Abdallah é também o imã ,chefe religioso. O monarca é apoiado por conselho de ministros , pela família real e pelos ulamas ,que são sábios religiosos. O código de leis,a Chariá, é seguida a risca na Arabia Saudita. A liberdade feminina é muito limitada e chega a extremos de punição a chibatadas a uma mulher que saia com um homem estranho.
Loc 1: A intervenção a religião no estado tem muitas histórias lamentáveis. No entanto, percebe-se no país um grande aumento no número de candidatos que usam a religião como cabo eleitoral.Cabe a você eleitor,decidir se ofatode um indivíduo pertencer a determinada religião o torne melhor candidato que os outros.Ou ainda,decidir se quer mesmo que a religião interfira na política.
sábado, 10 de maio de 2008
Matéria sobre a Terra indígena raposa-Serra do sol, falando em política:
A Determinação da área como terra indígena assegura que o estado nacional seria responsável pelo território e garantiria o proveito da terra para os índios, como acredita o técnico de indigenismo da Funai , biólogo mestre doutor em Agronomia , Julio César de Moraes.
A homologação, confirmada em 2005 pelo presidente Lula, é fruto de um processo iniciado pela FUNAI na década de 80.A demora na efetivação do projeto teve seu preço:durante os tramites judiciais para que o território passasse para o domínio indígena, agricultores invadiram a área .No início dos anos 90, os ocupantes desenvolveram principalmente a cultura de arroz, nas proximidades do município de Uiramutã. Segundo o técnico da FUNAI, como os agricultores desenvolveram uma atividade comercial bastante rentável, acabaram influenciando algumas tribos.
Contrário a essa visão, o Líder da resistência dos rizicultores, Paulo César Quartiero afirma em entrevista ao Site da agência de notícias Radiobrás que “Os indígenas querem progresso. Será uma virada de página no enfoque do tratamento da Amazônia, para entender que é necessário preservar primeiro o interesse nacional e a soberania”.
O líder dos rizicultores conta ainda com o apoio do governo do Estado de Roraima e dos senadores do estado, Mozarildo Cavalcante do PTB, Augusto Botelho, do PDT, e Wirlande da Luz, do PMDB para que a seja revista demarcação da terra indígena. Pela definição,atual, a terra indígena está homologada de forma contínua, ou seja: toda a área interna aos limites da Raposa serra do sol está sob a defesa do Estado Brasileiro, mas só pode ser usufruída pela comunidade indígena da região. Este modelo é defendido pela FUNAI como declara Júlio César de Moraes.
Já os rizicultores, apoiados por alguns indígenas se recusam a sair da região. Apesar da ilegalidade da ocupação, os rizicultores e os senadores do estado de Roraima desejam que a homologação conceda parte de seu território ás plantações. Após a homologação, os arrozeiros receberam prazo até abril de 2006 para se retirarem, recebendo indenização da FUNAI pelas benfeitorias na região além de cadastramento e assentamento pelo Incra . O arrozeiro Luís Afonso Faccio, da Associação dos Arrozeiros de Roraima, alega que é insuficiente o valor já depositado pela FUNAI , que corresponde a um vigésimo do valor das benfeitorias.os invasores também reclamam que a rizicultura não se desenvolverá igualmente nas terras destinadas ao reassentamento.
Entre os argumentos da associação dos arrozeiros de Roraima para defender a permanência na região estão a área requerida e a efetividade da plantação. A associação afirma que o território ocupado é de apenas um centésimo da terra indígena e que a cultura de arroz representa treze por cento do Produto Interno Bruto Roraimense, gerando sete mil empregos diretos e indiretos. O governador de Roraima apresenta números distintos. Para José de Anchieta júnior, a rizicultura seria responsável por seis por cento do PIB e por dois mil empregos diretos que seriam prejudicados com retirada dos arrozeiros.
Apesar de contestar os números apresentados pelos rizicultores, o governador chegou a dizer em coletiva que a decisão do Supremo tribunal federal, que suspende a operação upatakom três, é uma vitória do povo trabalhador do estado, e que o Conselho indígena roraimense, o CIR, deveria acatar a decisão, cogitando até mesmo chamar o exército brasileiro para garantir a paz se necessário.
A Polícia federal, que não interveio nos dois anos e meio em que a homologação esteve confirmada, atua na região para amenizar os possíveis conflitos entre indígenas e posseiros.
Os rizicultores comemoram a suspensão da operação upatakom três pelo Supremo Tribunal federal. Houve carreata nas ruas da capital com o Deputado Marcio Junqueira, do DEM, antigo PFL, sem relatos de qualquer tipo de violência. Bastante diferente das comemorações da homologação, em 2005, quando um incêndio em uma ponte impediu três mil pessoas de comparecerem a comemoração e um esquema de segurança teve de ser elaborado para a proteção das autoridades.
Hoje, indígenas e rizicultores aguardam o julgamento final da homologação da Terra indígena Raposa Serra do Sol. Como tradições devem ser preservadas, o julgamento no supremo tribunal federal não tem data definida. Durante o impasse, a polícia federal montará guarda na reserva, coma intenção de proteger os moradores, legítimos ou não. É bom que se observe atentamente o que vai acontecer em Roraima. Uma decisão pró-indígena nos livrará de parte da culpa histórica que carregamos, ás custas do desenvolvimento de um estado que possui quarenta e seis por cento de seu território destinado a territórios indígenas. Uma decisão pró-rizicultores nos sacrificará um mínimo de dignidade que supomos possuir, em apoio a pessoas como Quartiero, cassado por compra de votos para a prefeitura de Pacaraima, município no interior da reserva. Ambas decisões devem gerar conflitos, mas adiar esse julgamento é por certo decisão pior que as duas : se passar muito tempo na região , é possível que a polícia federal acabe querendo um terreno por lá também...
Paulo César Quartiero foi preso por ferir a bala índios que invadiram sua propriedade...parece que não gosta de ter sua terra invadida. Por que será ele acha que os índios gostam da intromissão dele na região?
hu-hum , são os terríveis estrangeiros querendo roubar o que é nosso...como eles são maus. Usam os índios pra alcançar seus objetivos malígnos.
Desculpe-me pela irreverência:Se há uma ameaça ao território brasileiro, o exército resolve.Nada impede que as forças nacionais atuem para defender a TERRA INDÍGENA (sabe o que indígena quer dizer?), aliás , é dever do exército defendê-la, posto que a coletividade indígena está sob a tutela do Estado.Essa história, lamento, não cola.
No líbano, o hizbollah usa uma tática semelhante de propaganda:alega que o governo é pró israel, frança e estados unidos pra intervir belicamente alegando que a influencia estrangeira é o grande mal do país(mesmo sendo financiado pelo irã e pela síria).
A alegação econômica é ultrajantemente egoísta.O estado era indígena. Na verdade , o continente era, mas esse tipo de justiça não vai acontecer.Quartiero atirar em invasores é , no mínimo, uma contradição.Se ele pode invadir a terra indígena , por que o inverso não pode ocorrer?
há arrozeiros que merecem ser resarcidos pelo investimento , e reassentados com igual possibilidades de desenvolvimento de sua cultura, mas devem sair de um território que não lhes pertence e que não poderia ser vendido.